Depois da Praia do Forte Imbuí, agora querem acabar com o Sossego dessas famílias!

Como podem acreditar que existe recolocação profissional, melhoria de qualidade de vida e um futuro melhor para quem nasce e cresce em meio a uma vida simples e tranquila. Que futuro terão essas crianças com seus pais recebendo um aluguel social de R$600,00? Onde se aluga algo com R$ 600,00 para famílias numerosas?

A quem eles estão incomodando? Que interesses existem por tras disso? Bem sabemos.

Algumas questões a serem consideradas na educação atual:

  • Aceitar a diversidade. Todos nós, dentro e fora da escola temos nossos preconceitos. Porém, devemos exercitar nosso olhar sobre o oputro de forma a não repetir estereótipos. Estar atento ás pequenas observações sexistas, de cunho preconceituoso para com as diferentes formas de se vestir, se comportar, . Ter olhar atento ás diferentes origens religiosas de cada um. Respeitar e integrar. Conhecer para não discriminar, quaquer que seja o credo, cor. etnia ou preferências. Significa ter um olhar minucioso a todas as “tribos”, seja o “atleta”, o “gótico”, o “nerd”, o “geek”, o “comédia”, e ver em cada um, o que ele realmente é: um ser capaz de cdriar, aprender, construir, amar e ser amado.
  • Aceitar o respeito como a única forma de vida social. Não há discurso acerca da diversidade que não se encerre no respeito.
  • Aceitar as regras. Para poder questioná-las é preciso antes de tudo, cumpri-las. Não se pode questionar o que não se conhece, seus resultados e efeitos diretos. Somente mediante argumentos concretos pode-se questiona-las, caso contrários, implanta-se o caos.
  • Aceitar-se como um ser capaz de realizar e conquistar qualquer coisa, desde que disponha das ferramentas e pré-requisitos certos.
  • Aceitar que a maior parte das conquistas não surgem do nada. É preciso esforço e dedicação. A prática, sempre nos leva o mais próximo possível da utopia da perfeição.
  • Aceitar que a liberdade é um conteúdo abstrato e riquíssimo. Mas que nem sempre o que parece liberdade o é, de fato! Liberdade que implica em perdas, não é liberdade e sim, perda de tempo!
Mãos unidas e tintas coloridas.

Cada um de nós pode fazer a diferença. Seja para dar e receber, seja para criar, seja para aceitar ou servir! Fonte: http://www.tipsandsecrets.com.br/wp-content/uploads/2012/02/4.jpg

Relembrando antigos artigos e reflexões:

Sistemas e Softwares para Educação Livre

*Jenny Horta

O uso das novas tecnologias em Educação já se transformou em “figurinha carimbada” em todos os meios educacionais, o que é muito bom para a evolução da educação brasileira e principalmente para nossos alunos da chamada “geração Y”, tão entediados com as práticas centenárias que encontram no dia a dia escolar.

No entanto, diante de uma caótica situação educacional no Brasil, iniciativas como o Projeto UCA , recentemente analisada pelo Prof. Nelson Pretto neste artigo:

(http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83660) ficam estagnadas após um grande marketing inicial e todo projeto importante de uso das tecnologias se resume em tímidas iniciativas de pequenas prefeituras, ONGs ou raras escolas.

Porém, como nos lembra Freire (1999):

…Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica . Saber igualmente fundamental à prática educativa do professor ou da professora é o que diz respeito à força, às vezes maior do que pensamos, da ideologia. E o que nos adverte de suas manhas, das armadilhas em que nos faz cair. É que a ideologia tem que ver diretamente com a ocultação da verdade dos fatos, com o uso da linguagem para penumbrar ou opacizar a realidade ao mesmo tempo em que nos torna “míopes”. ”

Ao mesmo tempo, cabe a nós, em cada sala de aula, iniciar o nosso próprio projeto de mudança a começar pelo entendimento de que usar a tecnologia não significa aceitá-la de forma acrítica e com total rendição a modismos e ausência de critérios. Preparar-se a analisar as formas de uso dos sistemas e softwares, avaliar comprometimentos e implicações econômicas e sociais de nossa prática diária na escola é essencial para contribuir para a formação integral de nossos alunos.

Qualquer educador, seja ele de instituições públicas ou privadas, possui o compromisso moral e social de analisar criticamente suas escolhas, e quaisquer que sejam estas escolhas, de compartilha-lhas com seus educandos.

A escolha de recursos educacionais abertos, que proporcionem a cooperação e o compartilhamento integral da informação e produção de conhecimento, o uso de softwares livres, de desenvolvimento aberto e colaborativo, não são apenas uma alternativa economicamente mais viável. Tais softwares, sistemas e recursos proporcionam ao educador a autonomia necessária para adequá-los as suas necessidades e de seus alunos, facilitando seu uso pedagógico de acordo com os objetivos propostos.

Não se pode, em hipótese alguma, transformar o conhecimento compartilhado em mercadoria atrelada a licenças e limitações impostas por um mercado que visa controlar o acesso ao conhecimento. Isso é tão óbvio quanto o fato de que nenhum professor aceitaria uma intervenção em sua fala em sala de aula: “- Você pode falar sobre isso, mas só até esse ponto, ok?”

Partindo da premissa que só podemos escolher o que conhecemos, divulgar e compartilhar recursos, softwares e sistemas livres entre os educadores é essencial a todos os que acreditam numa educação de qualidade e efetivamente para todos.

“Quanto mais os processos de inteligência se desenvolvem – o que pressupõe obviamente, o questionamento de diversos poderes – , melhor é a apropriação, por indivíduos e grupos, das alterações técnicas e menores são os efeitos de exclusão ou de destruição humana resultantes da aceleração do movimento tecno-social. (Levy, 1999 p.29)

Utilizar sistemas, softwares e recursos educacionais abertos, livres e colaborativos é o primeiro passo para voltarmos a “pensar com nossas próprias cabeças”, e cabeças que pensam em conjunto em torno de um ideal de cidadania, como bem nos ilustra Raquel Sosa Elízaga: “Pensar com a própria cabeça é o começo de olhar o mundo e ter a valentia de recusar a existência de um pensamento único, da falsa religião do mercado, do comércio da morte. Pensar com um pensamento crítico deve nos levar a saber que é possível transformar nossas cabeças e nosso horizonte, confiando que as soluções que propusermos serão certamente melhores do que as que nos obrigaram a aceitar. A liberdade terá seus custos e suas consequências, mas seus caminhos se iluminam com a felicidade que sentiremos por não termos de viver à sombra de nós mesmos. Estas formosas terras e nós, os seres humanos que nelas habitamos, merecemos dar um espaço à alegria e à esperança verdadeiras.”

(http://envolverde.com.br/educacao/historia-educacao/pensar-com-a-propria-cabeca-educacao-e-pensamento-critico-na-america-latina/?utm_source=CRM&utm_medium=cpc&utm_campaign=20 )

Alguns blogs/endereços ativos do Projeto UCA pelo Brasil:

*Professora Informática Educativa pelo SENAC/PA – Graduanda em Pedagogia UNIRIO/Cederj

Blog: https://aprendizagemdigital.wordpress.com

twitter/identica: @nynyhorta Facebook: jennyhorta

e-mail: jennyhorta@gmail.com

E-books gratuitos que auxiliam na apropriação das novas tecnologias na prática docente

Jenny Horta:

Excelente publicação que compartilho e convido a conhecerem este blog!

Publicado originalmente em Mundo Nativo Digital:

A tecnologia sozinha não faz nada. Quando o assunto é educação, provavelmente você já deve ter ouvido essa frase. Do que adiantam projeções, computadores, tablets e smartphones se a didática permanece a mesma? Para explorar estratégias que promovem um uso eficiente da tecnologia na educação, separamos uma lista de e-books gratuitos que apresentam diferentes alternativas para os educadores.

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online 2013, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), 77% das crianças e dos adolescentes brasileiros, com idades entre 9 e 17 anos, são usuários da internet. Entre os principais dispositivos utilizados por eles, estão o computador, notebook, celular, tablet e videogame. Trabalhando com esses recursos, os professores podem criar processos de aprendizagem mais colaborativos e alinhados com os interesses dos alunos.

Entre as publicações indicadas, existem e-books que discutem a necessidade de inovar as práticas, o uso das tecnologias…

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Resenha – Modelos de tutoria em EAD e um contraponto com os MOOCs

Resenha – Modelos de tutoria em EAD

Apesar da educação a distância existir há muitos anos, através de correspondência e de recursos áudios e vídeo (TV e rádio), com o advento da rede mundial de computadores, esta modalidade educacional despertou o interesse de grandes instituições e empresas para atender as demandas da sociedade global e seu mercado de trabalho.

O grande fluxo de informação em tempo real e o surgimento de novas formas de interação entre os homens desperta novas possibilidades e também novos desafios em que a autora tece suas preocupações e mantém o foco através de seu trabalho de pesquisa em duas universidades na Espanha e uma do México.

Sua posição em relação a diferenciação entre informação e conhecimento me parece bem clara e o aspecto interacionista da construção do conhecimento através da dialogicidade e interação nos mostra a importância da figura do tutor como elo central de um curso de EAD. O conceito de interação comunicativa como peça chave, a ser utilizado em qualquer modalidade educacional, na EAD torna-se essencial para garantir a segurança e estímulo necessários para uma aprendizagem eficaz.

Sua preocupação reside no imediatismo, na busca quantitativa de resultados e a supervalorização funcionalidade e permeado de valores que servem apenas ás expectativas de mercado (Santos, 2001) como a eficiência, a produtividade e a competitividade. A massificação de tais cursos, que por sua estrutura podem comportar centenas de alunos, com retorno em forma de números e cifras, ou seja, lucros. Tal preocupação contrasta-se com a perspectiva de favorecer democraticamente o acesso á formação, qualificação e especialização e permitir a todos uma educação de qualidade – objetivo da educação como um todo.

Portanto, é na figura do tutor e seus diferenciados modelos de tutoria, presencial ou virtual, síncrona ou assíncrona, obrigatórias ou opcionais, que se permite a interação comunicativa, em todos os aspectos afetivos, sociais, dialogicamente expostos. Porém, não se pode deixar de enfatizar que é necessário perceber que grande parte dos alunos não se adequam ou não percebem a importância colaborativa e dialógica das interações “on line” seja em fóruns ou redes sociais. Tais alunos hoje, ainda acostumados aos tradicionais formatos presenciais e de transmissão de conteúdos, são incapazes á princípio, muitas vezes até por receio ou timidez, de elaborar reflexões coletivamente. E é aí que a “presença virtual” da tutoria se torna essencial e os elementos vistos anteriormente, como empatia, honradez e certa compreensão da realidade mostrada pelo “aluno distante” se fazem necessários.

Como bem nos coloca a autora, o sucesso da comunicação virtual, não depende das tecnologias utilizadas, mas da aprendizagem de novas habilidades de comunicação. Em suma: o aluno de EAD precisa compreender que uma hora gasta num fórum pode render muito mais do que quatro de aula presencial, mas isso depende de toda a rede de aprendizagem e para construir essa rede é preciso que todos desenvolvam esse novo olhar.

Vale ressaltar que por mais que um curso seja bem planejado, que as ferramentas utilizadas correspondam tecnicamente, e que tenhamos o esforço e a consciência coletiva de alunos e profissionais envolvidos, é com a imprevisibilidade que a figura do tutor, muitas vezes, irá trabalhar e esta tarefa exige sutileza e grande sensibilidade para captar quase literalmente o que se esconde nas entrelinhas.

A relação entre a presença do tutor como elo de comunicação interativa entre aluno e curso e aluno-aluno, que muitas vezes serve ao modelo fordista e massificado de transferência de conteúdos para alimentar apenas o mercado de trabalho, gerou uma reação inicialmente contrária e como tentativa inovadora: os MOOCs (Massive Online Open Congress) que consiste em verdadeiras plataformas livres, onde o conteúdo é construído coletivamente e os próprios alunos interagem com desejarem. A ideia inicial era justamente fugir dos cursos rigidamente estruturados.

Nos últimos anos, muitos cursos vem sendo disponibilizados por algumas instituições e oferecem conteúdos nas mais variadas áreas, porém, percebe-se que não há disponibilidade ou abertura de espaços interativos para trocas e reflexões. Portanto, tais espaços parece vir de encontro a toda a questão do discurso dialógico educativo, e, em uma primeira análise, totalmente antagônicos as ideias defendidas por Reis (2003). Entretanto, vale ressaltar que os MOOCs, a meu ver, serão adequados em situações em que o aluno já possua um bom nível de autonomia e de organização em rede, para que, ao mesmo tempo, possa se aproveitar da liberdade do formato de tais cursos, e crie, ele com seus iguais, sua própria rede de pesquisa reflexão e aprendizagem autônoma e integrada ao que desejam acrescentar novas competências e habilidades acadêmicas ou profissionais. É importante perceber que o fato de tais cursos não oferecerem certificados, sua finalidade é apenas de complementação.

Concluindo, o estudo de Reis (2003) apresentado neste artigo, embasado em sua pesquisa para dissertação de doutorado, nos alerta para a importância do elo firmado entre tutoria e aluno, quando se pretende obter um aprendizado construído coletivamente, com base no diálogo e nos valores de colaboração e afetividade e não apenas na massificação do ensino para atender necessidades de mercado de um mundo globalizado e vendo alunos como números e cifras e não como cidadãos pensantes. Vale considerar também que a EAD vem evoluindo historicamente de acordo com as transformações das gerações e da sociedade da informação. Ainda há muito o que mudar, construir, resgatar e reconstruir. Os MOOCs são uma tentativa e também evoluirão. Hoje já não há tanta separação entre Ead e presencial. Já se fala em ensino híbrido, talvez um novo caminho. Outras virão, com intensidade e algumas se afirmarão, outras não.

Bibliografia:

MATTAR, João. Mooc. 2012. Disponível em: <http://joaomattar.com/blog/2012/03/24/mooc/>. Acesso em: 18 abr. 2015.

REIS, Hiliana. Modelos de tutoria no ensino a distância. 2003. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/_esp/autor.php?codautor=730> . Acesso em: 19 abr. 2015.

MATTAR, João. Vídeo-entrevista, TV UVA – Pedagogia em Ação e os MOOCs. 2013. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=XTBR47Vrkbg> Acesso em: 21 abr 2015

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Do pensamento único á consciência universal. Rio de Janeiroª, Record, 5 ed. 2001.

Documentário: Quando sinto que já sei

Sempre que encontro boas inspirações para a educação procuro divulgar aqui como forma de fixar neste espaço para compartilhar com meus colegas e guardar para futuras pesquisas.

Este documentário dispensa qualquer texto, só assistindo mesmo!

Conheça o site do Projeto Ancora:

http://www.projetoancora.org.br/