E-books gratuitos que auxiliam na apropriação das novas tecnologias na prática docente

Jenny Horta:

Excelente publicação que compartilho e convido a conhecerem este blog!

Publicado originalmente em Mundo Nativo Digital:

A tecnologia sozinha não faz nada. Quando o assunto é educação, provavelmente você já deve ter ouvido essa frase. Do que adiantam projeções, computadores, tablets e smartphones se a didática permanece a mesma? Para explorar estratégias que promovem um uso eficiente da tecnologia na educação, separamos uma lista de e-books gratuitos que apresentam diferentes alternativas para os educadores.

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online 2013, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br), 77% das crianças e dos adolescentes brasileiros, com idades entre 9 e 17 anos, são usuários da internet. Entre os principais dispositivos utilizados por eles, estão o computador, notebook, celular, tablet e videogame. Trabalhando com esses recursos, os professores podem criar processos de aprendizagem mais colaborativos e alinhados com os interesses dos alunos.

Entre as publicações indicadas, existem e-books que discutem a necessidade de inovar as práticas, o uso das tecnologias…

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Resenha – Modelos de tutoria em EAD e um contraponto com os MOOCs

Resenha – Modelos de tutoria em EAD

Apesar da educação a distância existir há muitos anos, através de correspondência e de recursos áudios e vídeo (TV e rádio), com o advento da rede mundial de computadores, esta modalidade educacional despertou o interesse de grandes instituições e empresas para atender as demandas da sociedade global e seu mercado de trabalho.

O grande fluxo de informação em tempo real e o surgimento de novas formas de interação entre os homens desperta novas possibilidades e também novos desafios em que a autora tece suas preocupações e mantém o foco através de seu trabalho de pesquisa em duas universidades na Espanha e uma do México.

Sua posição em relação a diferenciação entre informação e conhecimento me parece bem clara e o aspecto interacionista da construção do conhecimento através da dialogicidade e interação nos mostra a importância da figura do tutor como elo central de um curso de EAD. O conceito de interação comunicativa como peça chave, a ser utilizado em qualquer modalidade educacional, na EAD torna-se essencial para garantir a segurança e estímulo necessários para uma aprendizagem eficaz.

Sua preocupação reside no imediatismo, na busca quantitativa de resultados e a supervalorização funcionalidade e permeado de valores que servem apenas ás expectativas de mercado (Santos, 2001) como a eficiência, a produtividade e a competitividade. A massificação de tais cursos, que por sua estrutura podem comportar centenas de alunos, com retorno em forma de números e cifras, ou seja, lucros. Tal preocupação contrasta-se com a perspectiva de favorecer democraticamente o acesso á formação, qualificação e especialização e permitir a todos uma educação de qualidade – objetivo da educação como um todo.

Portanto, é na figura do tutor e seus diferenciados modelos de tutoria, presencial ou virtual, síncrona ou assíncrona, obrigatórias ou opcionais, que se permite a interação comunicativa, em todos os aspectos afetivos, sociais, dialogicamente expostos. Porém, não se pode deixar de enfatizar que é necessário perceber que grande parte dos alunos não se adequam ou não percebem a importância colaborativa e dialógica das interações “on line” seja em fóruns ou redes sociais. Tais alunos hoje, ainda acostumados aos tradicionais formatos presenciais e de transmissão de conteúdos, são incapazes á princípio, muitas vezes até por receio ou timidez, de elaborar reflexões coletivamente. E é aí que a “presença virtual” da tutoria se torna essencial e os elementos vistos anteriormente, como empatia, honradez e certa compreensão da realidade mostrada pelo “aluno distante” se fazem necessários.

Como bem nos coloca a autora, o sucesso da comunicação virtual, não depende das tecnologias utilizadas, mas da aprendizagem de novas habilidades de comunicação. Em suma: o aluno de EAD precisa compreender que uma hora gasta num fórum pode render muito mais do que quatro de aula presencial, mas isso depende de toda a rede de aprendizagem e para construir essa rede é preciso que todos desenvolvam esse novo olhar.

Vale ressaltar que por mais que um curso seja bem planejado, que as ferramentas utilizadas correspondam tecnicamente, e que tenhamos o esforço e a consciência coletiva de alunos e profissionais envolvidos, é com a imprevisibilidade que a figura do tutor, muitas vezes, irá trabalhar e esta tarefa exige sutileza e grande sensibilidade para captar quase literalmente o que se esconde nas entrelinhas.

A relação entre a presença do tutor como elo de comunicação interativa entre aluno e curso e aluno-aluno, que muitas vezes serve ao modelo fordista e massificado de transferência de conteúdos para alimentar apenas o mercado de trabalho, gerou uma reação inicialmente contrária e como tentativa inovadora: os MOOCs (Massive Online Open Congress) que consiste em verdadeiras plataformas livres, onde o conteúdo é construído coletivamente e os próprios alunos interagem com desejarem. A ideia inicial era justamente fugir dos cursos rigidamente estruturados.

Nos últimos anos, muitos cursos vem sendo disponibilizados por algumas instituições e oferecem conteúdos nas mais variadas áreas, porém, percebe-se que não há disponibilidade ou abertura de espaços interativos para trocas e reflexões. Portanto, tais espaços parece vir de encontro a toda a questão do discurso dialógico educativo, e, em uma primeira análise, totalmente antagônicos as ideias defendidas por Reis (2003). Entretanto, vale ressaltar que os MOOCs, a meu ver, serão adequados em situações em que o aluno já possua um bom nível de autonomia e de organização em rede, para que, ao mesmo tempo, possa se aproveitar da liberdade do formato de tais cursos, e crie, ele com seus iguais, sua própria rede de pesquisa reflexão e aprendizagem autônoma e integrada ao que desejam acrescentar novas competências e habilidades acadêmicas ou profissionais. É importante perceber que o fato de tais cursos não oferecerem certificados, sua finalidade é apenas de complementação.

Concluindo, o estudo de Reis (2003) apresentado neste artigo, embasado em sua pesquisa para dissertação de doutorado, nos alerta para a importância do elo firmado entre tutoria e aluno, quando se pretende obter um aprendizado construído coletivamente, com base no diálogo e nos valores de colaboração e afetividade e não apenas na massificação do ensino para atender necessidades de mercado de um mundo globalizado e vendo alunos como números e cifras e não como cidadãos pensantes. Vale considerar também que a EAD vem evoluindo historicamente de acordo com as transformações das gerações e da sociedade da informação. Ainda há muito o que mudar, construir, resgatar e reconstruir. Os MOOCs são uma tentativa e também evoluirão. Hoje já não há tanta separação entre Ead e presencial. Já se fala em ensino híbrido, talvez um novo caminho. Outras virão, com intensidade e algumas se afirmarão, outras não.

Bibliografia:

MATTAR, João. Mooc. 2012. Disponível em: <http://joaomattar.com/blog/2012/03/24/mooc/>. Acesso em: 18 abr. 2015.

REIS, Hiliana. Modelos de tutoria no ensino a distância. 2003. Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/_esp/autor.php?codautor=730> . Acesso em: 19 abr. 2015.

MATTAR, João. Vídeo-entrevista, TV UVA – Pedagogia em Ação e os MOOCs. 2013. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=XTBR47Vrkbg> Acesso em: 21 abr 2015

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Do pensamento único á consciência universal. Rio de Janeiroª, Record, 5 ed. 2001.

Documentário: Quando sinto que já sei

Sempre que encontro boas inspirações para a educação procuro divulgar aqui como forma de fixar neste espaço para compartilhar com meus colegas e guardar para futuras pesquisas.

Este documentário dispensa qualquer texto, só assistindo mesmo!

Conheça o site do Projeto Ancora:

http://www.projetoancora.org.br/

Manipulação não é privilégio da direita

Bom senso, radicalismo, extremismo, verdade, justiça, igualdade, direitos, cidadania. Estes são alguns exemplos de termos muito relativos e que muitas vezes são utilizados para manipular opiniões e ideologias. Não há unanimidade de pensamento. A pluralidade sempre foi uma característica marcante de nosso país. Qualquer análise que não levá-la em consideração é no mínimo, injusta.

Exemplo:uma amiga me enviou uma piadinha:

A mulher pergunta ao marido:

_ Querido, quais são seus planos para a páscoa?

Ele responde:

Os mesmos de Jesus.

E ela pergunta:

_Como assim?

Ele responde:

_Sumir na sexta e só reaparecer no domingo!!

E aí? O que achou da piada?

Se você é católico, certamente pensou em todo o sofrimento que Cristo passou e não achará graça nenhuma. Mas, se você, apesar de católico, ou simplesmente alguém de muita e boa Fé, entender a intenção velada por trás da piada, entender que sua morte foi uma forma de provar seu poder como filho de Deus, de sua magnitude sobre o falso poder dos homens, ele realmente só teve sua carne em sofrimento na quinta e sexta, e que Ele sabia disto, verá que a piada faz sentido e não é ofensiva a sua Fé.

Por um momento, me questionei e refleti sobre a piada. Somos tentados a julgar tudo olhando sob nossa ótica e sob os estereótipos criados pela sociedade. Quem me enviou esta piada é de família judia, não sei se praticante ou não. Portanto, por uns momentos, cheguei a imaginar a possibilidade dela estar intencionalmente ridicularizando minha crença… Olha o radicalismo ai!!! Parei e pensei, graças á Deus, Alah, Jeová ou sei lá que nome ele pode ter…

O mesmo acontece quando, na política, todo indivíduo de esquerda começa a estereotipar o “burguês” como coxinha, só por ter um carro melhor ou por morar num bairro de classe média!

Cuidado! Manipulação não vem só de um lado….