O Funk, o preconceito e a escola

Começo esta publicação já avisando que expresso aqui a minha visão dos fatos, minha opinião embasada no que leio e em minha vivência de cidadã e educadora desde o início dos anos 80, aos 18 anos, quando entrei pela primeira vez em sala de aula. Portanto, aceito o debate desde que no nível das ideias e do respeito.

Vi uma publicação de uma colega no Facebook, indignada com um vídeo publicado supostamente no YouTube, onde meninas dançavam FUNK em frente ao quadro negro. Só que não estava , no YouTube e sim numa página do Facebook de uma “comunidade chamada Resistência Nacionalista” e que ligava a suposta atividade escolar (nenhuma alusão a escola onde isso ocorreu, nem de onde havia tirado o vídeos das meninas rebolando) ao governo do PT.

É preciso ter muito cuidado com o que anda circulando nas Redes Sociais, sob pena de estar espalhando veneno e alimentando ideologias perigosas por aí. A manipulação sempre aparece travestida de boa intenção.

Gostemos ou não, o Funk é uma manifestação cultural. Se ela está na realidade de milhares de jovens que frequentam a escola, ela faz parte do dia a dia deles e não deve ser ignorada, assim como as drogas, o álcool, o sexo, a gravidez precoce e todas as mazelas desta sociedade capitalista ocidental de países emergentes como o nosso.

Tais assuntos não fazem parte do currículo escolar, mas não podem ser ignorados em sala de aula. Professores de Português e literatura, por exemplo, podem e devem analisar com os alunos, sobre as letras e levá-los a concluir, refletir com suas próprias mentes, a quem servem estas músicas, de que elas tratam e qual a realidade por traz delas. ISSO é educar. Qualquer professor que leu alguma coisinha do que Paulo Freire escreveu entende o que digo.

Ensinar com CRITICIDADE não é PERMISSIVIDADE. Ensinar com carinho e respeito é mostrar a realidade e sem alienação. Paulo Freire era de esquerda, sim, graças a Deus, mas pessoas ignorantes também existem na esquerda, na direita ou no centro. Preconceito é a pior maneira de lutar contra o que é errado. Seja com PERMISSIVIDADE, seja com RADICALISMOS.

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