E o mundo não acabou…ainda!

Foi o assunto do mês, serviu de piada para muitas, reflexão para alguns, temor para uns poucos. A realidade é que em geral, as especulações acerca de um futuro incerto para todos sempre rende uma boa conversa de boteco e muitas vezes descamba para a crença religiosa de cada um. Uma única certeza é quase unânime: o planeta Terra está em mutação constante e os efeitos das agressões exercidas pelo Homem são visíveis há qualquer um, em qualquer lugar do planeta. Não há ninguém com mais de 20 anos de vida que já não tenha percebido algum tipo de degradação ambiental, seja num riacho perto de casa, seja no mar, em alguma praia em sua cidade, ou mesmo no próprio solo onde vive, como no caso do deslizamento do Morro do Bumba, num passado recente, aqui em Niterói.

 
Sempre me pergunto se os moradores desta  cidade, assim como eu, ainda pensam na terrível tragédia e nas causas da mesma, um bom tempo depois.
Talvez, alguns parentes que perderam seus entes queridos, agora nas festas de fim de ano, talvez alguém que more ou passe frequentemente pelo local. sinta ainda um pouco da dor e se pergunte pelo porque daquilo tudo, mas a grande maioria já não se recorda, assim como o turista que passará o Reveillon na paradisíaca Paraty, ou nas deliciosas pousadas na Serra de Petrópolis e Friburgo, no Rio de Janeiro.
E talvez, ninguém, mas ninguém mesmo, pense em nada disto no conforto do ar condicionado de seu carro, na hora de fazer suas compras de supermercado, na hora de consumir, consumir, consumir e consumir. Porque precisamos consumir. Preciso do suco de caixinha porque não há tempo de manter a geladeira com frutas fresquinhas, espremê-las, consumir no tempo certo. Não há tempo de preparar aquele lanche mais saudável pois o relógio nos escraviza, a mídia nos empurra e o dia a dia nos leva a consumir, consumir, consumir.
E assim somos consumidos. E coitado daquele que tenta fazer diferente, que tenta de alguma forma, mudar seus hábitos e viver como há alguns anos atrás: é considerado retrógrado, radical, verde, maluco.
Sou chamada de chata no supermercado do bairro, pois adoro o pão francês da padaria de lá, mas ODEIO o saco plástico que me empurram obrigatoriamente para guardá-lo. E eu sou a louca, que me recuso a colocar o pão quentinho, em contato com aquele plástico. que se fechado, fará meu pão ficar murcho e sem graça.
Uma senhora me diz: vai no Procon e reclama! Como se nossa justiça já não estivesse sobrecarregada de reclamações, algumas tão absurdas quanto a posse de um cão a casais que se separam…
Como estamos em fim de ano, e sempre desejamos algo para o Ano Novo, deixo minha mensagem: Que todos passem a refletir nas possibilidades REAIS de colaborar para que o FIM do MUNDO continue bem distante. Pois se ele vier, não será, com certeza, por vontade DIVINA, e sim, pelas mãos do próprio HOMEM, que se julga acima da natureza e de tudo que nos cerca!

Pego emprestado, esse belo vídeo, com esta que considero uma das mais belas canções de todos os tempos. Não consegui descobrir a data precisa desta composição, mas sei que já se vão mais de 30 anos, e como tudo o que é bom, continua super atual!

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