O que ganhamos com nossa “afro-descendência”?

Brasileiros e brasileiras!! Não. Não é mais um pronunciamento do ex-presidente José Sarney e sim para enfatizar que a pergunta acima é para TODOS NÓS, seja moreno, pardo, lourinho, negro, negão, ruivo, nissei, amarelo, caboclo, gaúcho, mineiro, china, cearence, paraíba etc, etc, e etc, mas que nasceu, cresce e envelhece neste país tropical (agora nem sei se pode-se dizer abençoado por Deus!)

Antes de mais nada, quero dizer que respeito toda e qualquer religião. Discordo dos dogmas de muitas, tenho minha crença que não vem aqui o caso. Por um momento apenas, peço que cada leitor esqueça de suas próprias verdades e analise o que estão tentando fazer com nosso povo,  não sei se intencionalmente.

Parece que estamos começando a presenciar uma “guerra ideológica de poder” que pode deflagar coisas muito negativas no futuro de nossas crianças e jovens. Um caso recente me chamou a atenção e você pode ler aqui neste link: http://noticias.gospelprime.com.br/alunos-evangelicos-cultura-africana/ e que felizmente teve um desfecho assim:
http://noticias.gospelprime.com.br/alunos-evangelicos-cultura-africana-seduc/

Por acaso, ao pesquisar sobre o sistema Linux para elaboração do meu TCC, deparei-me com este vídeo muito bacana, que nos mostra o significado e a riqueza do Ubuntu – Humanidade para todos!

Ubuntu é uma palavra africana que traduz a essência do ser humano. Originária do idioma Bantu refere-se ao componente presente em todas as pessoas que as capacita, potencialmente, ao entendimento, relacionamento, colaboração. Em muitas pessoas esse potencial se manifesta naturalmente. Na maioria, com maior ou menor intensidade, precisa ser estimulado, despertado.

Este vídeo é um trecho do filme Em minha Terra (Country of my skull) Interessante filme sobre a África do Sul pós-queda do regime racista, no início dos anos 90. Focaliza os tribunais que examinam denúncias de crimes ocorridos durante o apartheid, e discute a questão importantíssima da justiça pós um processo de anistia. Com Samuel L. Jackson e Juliette Binoche e baseado no livro de Antjie Krog.

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7 comentários sobre “O que ganhamos com nossa “afro-descendência”?

  1. Excelente postagem, Jenny. Lamento que agora os que assumiram uma postura de intolerância queiram posar de vítimas. Mas creio que com o apoio da postura assumida pela Secretaria de Educação do Amazonas a escola consiga aproveitar a oportunidade para discutir com a comunidade a importância de conhecer a nossa história e cultura e também refletir sobre diversidade, igualdade, tolerância e respeito ao outro.
    Abraços!

  2. É isso amigo, mas aqui as pessoas de religiões diversas também tem a opção de colocar seus filhos numa escola que siga sua doutrina…Educação geral é dever do Estado e educação religiosa é dever da família. Concordo com o exagero das leis! Volte sempre, é um prazer ler seus comentários.

  3. Parece que o lance foi sério, mobilizou vários setores da sociedade, não foi aquele famoso “não vou fazer porque minha religião não permite” dos espertinhos.

    Fazer o que??? A comunidade evangélica vai fazer igual a igreja católica do século XVI, e criar uma lista de livros proibidos???

    Eu fui saber o que é pederasta com a leitura de capitães de areia de Jorge Amado, até então desconhecia o termo. Em menino de engenho, de José Lins do Rego, há descrição de zoofilia. Em o primo Basílio, de Eça de Queirós, é uma putaria só. Em minha opinião todos são bons livros, mas outras pessoas podem pensar diferente, e elas têm todo o direito de discordar.

    Acho que o problema é nossa democracia tupiniquim, onde somos obrigados a votar, onde somos obrigados a conviver com as diferenças, como se isso fosse possível.

    Os Estados Unidos podem ter mil e um defeitos, mas a democracia lá é coisa séria. Lá ninguém é obrigado a votar. Lá os pais podem educar seus filhos em casa, se quiserem ensinar que deus criou todas as coisas e a terra tem 10 mil anos eles podem.

    Aqui socam todo mundo dentro de uma sala de aula, fazem lei abrigando o ensino da cultura africana e ainda querem que não tenha conflito.

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