Porque quero ser “subversiva”

Palavras muitas vezes tem significados ambíguos e na maior parte desses casos, sempre são apontados apenas no sentido pejorativo, negativo, marginal. Ser contra a maioria, muitas vezes, significa algo muito ruim…

Felizmente, todos os maiores nomes da história de nossa sociedade, muitas vezes eram considerados “subversivos”, “rebeldes”, “insubordinados”, “subversivos”!

A instituição escolar tradicionalmente bancária, autoritária, hierárquica e unilateral já vem, há muito, mostrando seu fracasso, tanto para com sua clientela de classe média quanto para as camadas populares. O Bullying, a repetência e os constantes conflitos que saem muitas vezes dos muros da escola e chegam aos conselhos tutelares e até mesmo ás delegacias comprovam isto a todo momento.

Basta olhar em volta: mesmo estando há algum tempo afastada do ambiente escolar, ao colocar os pés numa sala de aula em meu atual estágio, a primeira sensação que tive foi a nítida certeza de que pouquíssimos ou nenhum daqueles 35 alunos a minha frente queriam estar ali!!

Aí você pensa: quando éramos jovens, também não gostávamos da escola! Mas nossa sociedade, nosso mundo, não tinha nem metade dos conflitos, informações, dinâmicas, polêmicas e toda a complexidade do mundo atual. Esses jovens e crianças que estão nos bancos escolares são completamente diferente dos que estavam há 20 ou 30 anos atrás, e não podemos negar isso. Porém, a escola continua a mesma.

Não quero dizer aqui que valores como respeito, hierarquia, disciplina, dedicação e empenho devem ser esquecidos. Não se pode mudar os valores da humanidade. Muita gente boa seguiu por um caminho radical e confunde liberdade com desrespeito, diversidade com imposição de sua condição, diálogo com subordinação a vontade do outro.

Possibilitar aprendizagens significativas na escola, não significa abandonar currículos, apenas não ser escravo deles. Não significa negar o que o aluno precisa aprender, mas oferecer-lhe mais de um caminho para atingir o objetivo. E a tecnologia proporciona isso. O Software Livre proporciona isso. O compartilhamento de ideias proporciona isso. Os recursos educacionais abertos e a computação em nuvem proporcionam isso…e por aí vai!

É apenas questão de tempo para que o paradigma mude. O processo de sua subversão está em curso. Sócrates, o subversor por natureza, se visse o que está acontecendo, daria pulos de alegria. (Eduardo Chaves)

Recomendo a leitura:

Tecnologias, Redes Sociais e Educação

Fonte: http://www.institutoparamitas.org.br

 

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2 comentários sobre “Porque quero ser “subversiva”

  1. Muito bacana seu blog! Entrei no antigo e vim parar neste aqui… Também fiz uma mudança para o wordpress. Estou bem feliz!
    Sou professora de educação infantil da Rede Municipal de Campinas… Neste ano de 2012, trabalhando com um agrupamento III, com crianças de 3 e 4 anos. Mantenho um blog que apresenta pequenas cenas do cotidiano de uma sala de aula da educação infantil, desde o início de minha experiência docente, em 2004. Este meio se tornou um importante instrumento de reflexão sobre minha prática e de busca por outros olhares sobre o trabalho desenvolvido com as crianças, principalmente a partir de 2011, após ingressar na rede pública de ensino. Este blog pode ser visto em http://meajudaaolhar.wordpress.com

    Desde então, tenho buscado outros registros de professores sobre seu trabalho. E encontrei muitos blogs trazendo estes registros. Alguns trazendo cenas curtas do cotidiano, falas das crianças, relatos da parceria professor-crianças na construção de projetos, a apropriação do trabalho pelas mesmas, etc, de forma muito subjetiva a cada educador que relata. Foram reunidos no blog Além dos Muros Escolares, visando facilitar o acesso a estas inúmeras escritas de professores circulantes pelo mundo. O endereço do blog é http://alemdosmurosescolares.wordpress.com

    “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão” (Paulo Freire)

    Um grande abraço,
    Lili

  2. Oi Jenny, já me senti assim muitas vezes, esse assunto tem vários pontos de vista, e da muito pano pra manga…
    Mas se a gente pensar que o estado não vai contra ele mesmo, a escola n poderia ser diferente, ela cumpre perfeitamente o papel a que se propoem, domesticar as pessoas para produzir…
    Eu ainda acredito que pode ser diferente, pelo menos em algumas coisas… mas… não raro, vivemos encharcados de tantas coisas, trabalho, família, contas para pagar que não sobra muito tempo para pensar sobre nossa prática.

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