Sobre o SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica

Como muitos já devem saber, estamos chegando na reta final do curso de Pedagogia pela UNIRIO iniciado em 2008 no consórcio CEDERJ. Tenho muito orgulho de ser uma das alunas da primeira turma do polo de Niterói.

Neste momento ganham terreno as questões metodológicas e os pressupostos iniciais para o trabalho com pesquisa acadêmica, onde se unem estágio supervisionado, a pesquisa e a prática pedagógica.

A primeira lição que obtemos, é a de adquirir olhar crítico para não cristalizar verdades estáticas, pois na educação e consequentemente na sociedade tudo é mutável. Concordo mas confesso que ás vezes, isso me intriga um pouco.

Antes levantar alguns questionamentos, uma historinha – professoras adoram contá-las!

Lembro-me que há muitos anos, ao fazer um “curso de atualização” de determinado método de alfabetização, uma das afirmativas mais taxativas do curso referia-se a chamada “aptidão para leitura” e que, dentre os requisitos de uma criança “apta” a alfabetizar-se estava a habilidade de amarrar seus tênis. Isso mesmo! Aprender a fazer belos laços era “pré-requisito” para uma boa aquisição do letramento. Aprendemos no curso, inclusive a desenvolver materiais para estimular esse treinamento em sala de aula desde o Jardim 1, com crianças na faixa de 03 anos…

Quanta coisa mudou desde aquela época!

Meu filho, hoje com 24 anos, amarrava seus tênis com extremo capricho aos 4 anos. Não foi um aluno brilhante na alfabetização, mas já se revelava excelente desenhista.

Passados quase 20 anos, meu segundo filho, o chamado “temporão”,  escrevia muitas palavras utilizando o teclado do computador já aos 03 anos. Aos 04, já conhecia todas as letras e lia com fluência. Agora, aos 08 anos, tem um blog que só escreve quando tem vontade, gosta de muitos gibis e anda lendo  a biografia de Isaac Newton, mas ainda me pede para amarrar os seus tênis!

Voltando a reflexão inicial, vejo que a Educação oscila entre muitas correntes, geralmente antagônicas e que aumentam a cada dia o abismo entre a escola pública e a escola privada. Vejo muita gente boa, que defende a qualidade da escola pública mas insiste em realçar as diferenças. Não reside aí nesse meu pensamento uma crítica e sim, uma dúvida: por quê?

Em meio a todo este questionamento, ainda temos o lado dos professores públicos. Não são apenas eles os mal remunerados. Há milhares de escolas particulares que pagam mal, ou porque exploram mesmo, ou por serem pequenas e com rendimento que não comporta salários melhores e a cada professor que sai, muitos estão na porta esperando a vaga!

Agora me deparo e peço aos que leram este enorme post até aqui, que temos este movimento: https://sites.google.com/site/movimentocontratestes/home

Quero apenas entender realmente o que são “Exames de alto impacto”.

Aprendemos até aqui as abordagens quantitativas e qualitativas na pesquisa em educação. Sabemos dos prós e contras de cada uma delas e observamos a todos os resultados com um olhar crítico e vigilante.

  • Mas, o que queremos não é educação de qualidade?
  • Que educação ou formação queremos neste país para seus futuros cidadãos?
  • O que queremos é o melhor para o futuro de quem?
  • Do aluno?
  • Do mercado de trabalho?
  • Ou do professor?

Na ponta do iceberg está o SAEB – seria esta a avaliação de alto impacto? E o famigerado vestibular, o que é? Um mal necessário?

Mesmo que os testes sejam totalmente equivocados, não me parece que a posição deva ser contra e sim de defesa da participação colaborativa de toda a comunidade escolar, num órgão ou comissão representativa. Questionar não é simplesmente ser contra. Assim é mais fácil…

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