Relações virtuais nem sempre superficiais

Caros leitores,

Nem sempre nesse blog você encontrará publicações estritamente relativas a educação ou aprendizagem. Isso porque defendo a posição de que, em rede também criamos formas de relações e expressões diversas, da mesma fora que no dia a dia, não posso ser apenas um profissional, separado do ser humano, histórico, social e cultural que sou.

Essa publicação é para alguém em especial, que talvez nem possa ler o que aqui tento expressar, pois neste momento passa por uma triste e repentina perda! Essa “amiga virtual”, que sequer conheço pessoalmente, mas que sempre esteve presente e atenciosa em nossas trocas em e-mails, grupos, blogs e twitters, muito tem me ensinado como ser humano e profissional. Não vou expor seu nome, nem blog, por uma questão de respeito a sua dor e privacidade, mas não posso deixar de sentir um pedacinho da dor que sentimos ao ver um amigo que sofre.

Essa é uma oportunidade de refletirmos sobre a qualidade de nossas relações humanas, sobre a forma com que lidamos com o outro, mesmo que desconhecido. Vemos vizinhos, morando lado a lado e que mal se cumprimentam. Vemos pais e filhos que mal se falam. Maridos e esposas que não trocam mais olhares e ideias, que dirá beijos e carinhos…

Gostaria de ter lido qualquer coisa publicada por ela, menos a explicação de sua dor tão repentina! A você amiga, com quem tive meu primeiro contato como uma mestra, autora de um texto maravilhoso que trabalhei na faculdade sobre EAD, e que imediata e naturalmente me retornou com comentários de estímulo e motivação ao meu trabalho, só tenho a dizer que rogo a Deus que lhe dê força e fé para superar a dor de sua perda para que possas amparar os que dependem de você!

Sei que em nada posso ajudá-laalém de publicar estas palavras, que destaco abaixo para que, num momento propício, você possa refletir e que lhe sirva de alento, independente de qualquer credo que possa ter.

A DOR EM NOSSAS VIDAS

Você já parou para pensar na razão da existência da dor, do sofrimento, em nossas vidas?
Talvez num daqueles momentos de extrema angústia, em que o coração parece apertar forte, você tenha pensado em Deus, na vida, e gritado intimamente: por quê?!

Você já parou para pensar na razão da existência da dor, do sofrimento, em nossas vidas?
Talvez num daqueles momentos de extrema angústia, em que o coração parece apertar forte, você tenha pensado em Deus, na vida, e gritado intimamente: por quê?!
Os benfeitores espirituais vêm nos esclarecer que a dor é uma lei de equilíbrio e educação.
Léon Denis, reconhecido escritor francês, em sua obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, esclarece que o gênio não é somente o resultado de trabalhos seculares; é também a apoteose, a coroação de sofrimento.

De Homero a Dante, a Camões, a Tasso, a Milton, todos os grandes homens, como eles, têm sofrido.

A dor fez-lhes vibrar a alma, inspirou-lhes a nobreza dos sentimentos, a intensidade da emoção que souberam traduzir com os acentos do gênio, e que os imortalizou.
É na dor que mais sobressaem os cânticos da alma.
Quando ela atinge as profundezas do ser, faz de lá saírem os gritos sinceros, os poderosos apelos que comovem e arrastam as multidões.
Dá-se o mesmo com todos os heróis, com todas as pessoas de grande caráter, com os corações generosos, com os espíritos mais eminentes. Sua elevação mede-se pela soma dos sofrimentos que passaram.
Ante a dor e a morte, a alma do herói e do mártir revela-se em sua beleza comovedora, em sua grandeza trágica que toca, às vezes, o sublime, e o inunda de uma luz inapagável.
A história do mundo não é outra coisa mais que a sagração do espírito pela dor. Sem ela, não pode haver virtude completa, nem glória imperecível.
Se, nas horas da provação, soubéssemos observar o trabalho interno, a ação misteriosa da dor em nós, em nosso “eu”, em nossa consciência, compreenderíamos melhor sua obra sublime de educação e aperfeiçoamento.
A dor é um dos meios de que Deus se utiliza para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, nos tornar mais rapidamente acessíveis à felicidade espiritual, única duradoura.
É, pois, realmente pelo amor que nos tem que Deus envia o sofrimento.
Fere-nos, corrige-nos como a mãe corrige o filho para educá-lo e melhorá-lo; trabalha incessantemente para tornar dóceis, para purificar e embelezar nossas almas, porque elas não podem ser completamente felizes, senão na medida correspondente às suas perfeições.
A todos aqueles que perguntam: para que serve a dor? A sabedoria divina responde: para polir a pedra, esculpir o mármore, fundir o vidro, martelar o ferro.

(Momento Espírita, a partir do livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, Léon Denis, cap XXVI)

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2 comentários sobre “Relações virtuais nem sempre superficiais

  1. Oi Jenny,
    Fazia um tempão que não passava por aqui por pura falta de tempo mesmo. No entanto hoje deu-me uma vontade doida de passar pelos blogs das amigas virtuais e deparei-me com esse texto tocante. Realmente a dor faz parte de nossas vidas e muitas vezes não sabemos o que fazer com ela. Lindo texto e sensível depoimento seu para sua amiga. Realmente o mundo virtual extrapola e fazemos ótimos contatos e enraizamos verdadeiras amizades.
    Bjs

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