Não somos “Raimundo”, mas podemos mudar o Mundo.

Nada como sentar para estudar e deparar-se com um assunto tão instigante, um texto tão bem escrito que não se tem vontade de parar e parece que o tempo passou voando.
Nada como sentar para estudar e perceber que realmente aquilo que ali está não “serve” apenas para sua formação acadêmica, mas para seu dia a dia, em todas as suas ações e relações familiares, sociais, no trabalho, etc.
Refiro-me ao excelente texto da apostila de meu curso de Pedagogia do CEDERJ, pela UNIRIO, da disciplina Educação de Jovens e Adultos.
Os autores são: Edmée Nunes Salgado e Paulo Corrêa Barbosa.

Aqui vai um trechinho em destaque:

Apresentamos análises de estudiosos que
veem a necessidade de redefinição do que seja educar. Reconhecem a
unidade e complexidade do ser humano e propõem organizar os saberes

dispersos nas áreas de conhecimento que permitam a compreensão mútua
e a reforma das mentalidades. Saber para criar, participar, proteger a
Natureza, admirar o belo, produzir o original e inusitado.
Veja que, no caso brasileiro, a concepção “bancária” e opressora
da Educação vem sendo criticada pelos educadores, que passam a insistir
no trabalho educativo como prática da liberdade e como ação dialógica e
criadora. Contraditoriamente, a percepção humanizadora da Educação e
da prática educativa ganha espaço ainda em meio a muitas descrenças
e negações. A visão do ensino memorativo e da escola da passividade,
subordinação e alienação, entretanto, persiste. De acordo com Freire
(1987), “a educação se torna um ato de depositar em que os educandos
são os depositários e o educador o depositante” (p. 58). E não é só.
O conhecimento é trabalhado em disciplinas estanques, segmentando a
realidade e desvinculando-o da totalidade. Há que se “religar saberes”,
como quer Morin.

Observou? É preciso superar nossos medos e incertezas, para
transitar, neste século, com segurança e desenvoltura. Há luzes e, juntos,
educadores/as, devemos tentar segui-las.

Existem propostas oficiais – Parâmetros, Diretrizes, já de seu
conhecimento – que dão novas dimensões ao currículo e ao projeto
pedagógico das escolas. Apesar das críticas, são documentos atuais
que tratam os conteúdos de forma dinâmica, contemplam a visão do
homem integral, proclamam a cidadania, democracia, solidariedade e
justiça social.

A cada dia, sente-se mais forte a sociedade educativa, organizada
em fóruns, associações e instituições representativas que pressionam
e lutam por definições políticas mais justas, por aportes financeiros
adequados, em incessantes avanços e recuos, mas ganhando espaços
importantes no intricado domínio do poder. Além disso, a frequência a
cursos, simpósios e congressos vem estimulando professores, em todos
os níveis, a rever suas práticas e a comprometer-se com a escola de educação e cidadania para todos.

Jovens e Adultos: caminhos e perspectivas

E os nossos jovens e adultos?

Ganham, também, com o que acabamos de tratar. Têm a garantia
da continuidade de estudos em nível Fundamental e Médio, já indicada pelo significativo crescimento de matrículas. A chamada auto percepção
negativa do início do processo escolar desses alunos deverá decrescer,
à medida que mais pessoas ingressem na escola e comecem a demonstrar resultados positivos. Os professores, em sua maioria, sentem que o
processo de ensino precisa responder às características dos estudantes:
conteúdos significativos, educação integrada, metodologia dinâmica e
motivadora vão, gradativamente, substituindo as práticas formais. Veja o
seu caso. Temos certeza de que você vai buscar novas formas de ensinar,
para reverter o sentimento de exclusão que habita o mundo de quem teve
negado o bem maior da sociedade – o saber estruturado.

Para encerrar, porque, como você, acreditamos no futuro, destacamos as palavras de Carneiro (2001):

“O novo século é, em essência, sinônimo de horizonte de nova
esperança. Uma esperança que, por ser eminentemente humana
e humanizadora, elege a prioridade educativa como sua aliada

incontornável na edificação de uma nova ordem social onde
todos contam e cada um possa ser capacitado para participar ativamente num processo de desenvolvimento que, para o ser, recupera a centralidade da pessoa na sua mais plena e inviolável
dignidade” (p. 224).

Obrigada por seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s