Crianças: quanto menores, maior sua fantasia.

Um poema. Uma proposta criativa. Computadores e uma grande dose de fantasia!
Essa foi a receita de um pequeno e rico trabalho com turmas de 1º e 2º períodos da Escola Edificar.
O resultado poderá ser visto amanhã, quando publicaremos os desenhos criados por eles. Mas o interessante deste post foi a forma totalmente diversa como o poema foi interpretado pelos dois grupos:

1º Período: Turma da Profª Maisa

1- As crianças demonstraram um grande interesse e permaneceram extremamente atentas à leitura.

2- Reagiram com muita alegria ao ouvirem as descrições dos alimentos do jantar – adoraram, em especial, o pastel de trovoada, a sobremesa transparente e o pavê de faz-de-conta.

3- Logo após a leitura, uma delas sugeriu: _ Será que podemos convidar as tias para este jantar também? E logo, todos concordaram que as tias deveriam participar. Cada um deles escolheu uma professora e ficou combinado que estas seriam convidadas para o jantar na casa “da amiga da tia Jenny, que tem uma casa encantada, de vento”…

4- Lá foram eles, adentrando pela sala da respectiva professora escolhida e convidando-as para o jantar na casa da Dona Roseana!

_ Vamos lá, comer pastel de trovoada e bolo de “nebina” – é aquela fumaça que fica no alto do morro- (Anne Luise)
_ Vamos lá que eu quero comer macarronada de nuvem, que fica lá no céu! (Rafael)
_ Eu quero ir lá e comer pavê de conta, vamos fazer um também? (Samara)
_ Não dá pra fazer o pavê assim. Tem que ter a receita…colocar as coisas direitinho pra ficar gostoso. (Isabela)
_ Não! A gente pode colocar o que quiser! A casa é encantada…pode pôr tudo. (Rafael)

5- Após o convite, todos, bem empolgados, foram ao TuxPaint para desenhar o prato preferido daquele jantar encantado, que sem dúvida, alimentou-lhes muito bem de fantasia e a criatividade!

2º Período: Turma da Profª Cinthia

1- Como o horário da informática é logo após o recreio, num dia de sol e calor, foi preciso de algum preparo inicial para a leitura do poema. Alguns estavam muito agitados.

2- Logo no início da leitura, fui interrompida pela indagação:
_ Chá de chuva? Irrk… não gosto de chuva. Só de vento. (Dylan)
_ Isso é inventado!!! Não tem na loja. É de inventar com a cabeça…(Nicholas)
E eu acrescentei: _ É a IMAGINAÇÃO…
E Vítor retrucou: _ Fica aqui (apontando para a cabeça).

3- Neste momento, eles começaram a apontar para suas cabeças e eu, resolvi procurar nas cabecinhas de cada um deles, onde estava a IMAGINAÇÃO de cada um…Eles adoraram ter a cabeça “vasculhada” e mesmo com a leitura interrompida, cada um resolveu dizer, espontaneamente, o que tinha na imaginação naquele momento:

_ Eu estou surfando numa grande onda! (Dylan)
_Eu também vou surfar com você, amigo! Posso ir, cara? (Leonardo)
_ Eu estou ganhando Pokemons. (Thiago)
_ Eu estou andando “de” cavalo, e vou com minha mãe. (Elis)
_ Eu estou passeando no jardim com minha mamãe. (Mª Eduarda)
_ Eu estou lutando com o monstro com uma espada. (Nicholas)
_ Eu vou andar de skate radical. (Vítor)
_ Eu estou desenhando… (Wagner)

4- Depois de tantos relatos e de “localizar a imaginação”, propus continuar a leitura e consegui. Na segunda parte da leitura, a atenção já foi maior, e naturalmente, o espanto em relação aos “pratos do jantar” foi geral. Uma breve discussão sobre o que seria neblina e orvalho se iniciou:
_ Eu sei que a neblina deixa tudo escuro, não dá pra ver, eu sei o que é, tia! (Leonardo)
Depois de algumas definições, todos se empolgaram com o pavê de faz-de-conta. Terminada a leitura, imaginamos uma grande travessa, eles queriam uma ENORME, para que todo mundo pudesse comer o pavê! E cada um então foi colocando seus ingredientes imaginários…

5- O curioso desta fase da brincadeira foi o cuidado que todos tiveram, ao final, para colocar a “travessa do pavê na geladeira”, que estava muito pesada!

6- Por unanimidade, todos escolheram desenhar o pavê de faz-de-conta no TuxPaint. Em breve, publicaremos.

O mais importante nesta simples leitura foi o estímulo a capacidade de expressão e criação. Tanto as crianças mais agitadas, quanto as mais tímidas, cada uma ao seu modo participou. Assim, introduzimos a poesia no cardápio cultural de nossas crianças, sem necessidade de grandes recursos e aparatos, até mesmo sem muita tecnologia. o ingrediente principal é estabelecer o diálogo.

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