Às Voltas com a Literatura Infantil


Como forma de preparo para a Oficina de alfabetização, que acontecerá amanhã em meu curso de Pedagogia no Cederj (UNIRIO) Niterói, vamos a algumas considerações sobre o assunto.
Antes de iniciar minha reflexão, vale uma divulgação: O BLOG do CEDERJ NITERÓI já está no ar! Uma ótima iniciativa da grande Vânia, nossa diretora do Polo. Agora quero ver o pessoal interagir por lá.

Uma das maiores dificuldades de professores e todos os que lidam, direta ou indiretamente com nossos jovens e crianças é encontrar o segredo de como incentivar a leitura, tornar este ato um prazer e estimular a capacidade de imaginação e ao mesmo tempo interpretação, levando-os a estabelecer vínculos com o texto lido.

Muitas vezes percebemos leituras feitas de forma mecânica, quase como uma obrigação. Quantos de nossos alunos já não nos confessaram abertamente ou mesmo resmungaram num cantinho: _ Ler é chato!

O primeiro passo a ser dado é perguntar-se: O que é literatura infantil? Para que ela serve? Quem é seu leitor?
Sem dúvida, preparar-se para apresentar a literatura as crianças já é um ótimo começo. Uma pergunta crucial se inicia: Que tipo de proposta funciona mais com os alunos?

Uma forma simples para iniciar esta análise é voltar ao seu tempo de criança e perceber que a literatura infantil tem a característica pecualiar de romper barreiras do mundo adulto, normativo ou pedagógico e apresentar o mundo na visão da criança, levando-a a compreensão de sua própria existência.

Cecília Meireles, em 1951já nos alertava que o gosto e a preferência da criança por uma obra é determinante para delimitar o que é literatura infantil e serve de antemão, para conceituá-la.

Uma boa leitura, enriquece a existência da própria criança, esclarece sobre si mesma, desenvolve sua personalidade enquanto representa seus conflitos do dia a dia. Ao deparar-se com conflitos numa história e encontrando possíveis soluções, vai percebendo também que em seu mundo real os conflitos existem, mas podem ser resolvidos.
Qualquer que seja o contexto em que procuramos definir a literatura infantil, precisamos então partir do pressuposto principal de que o texto deve dar a possibilidade de identificação do leitor (criança) com o texto lido.

Monteiro Lobato também mostrou que esse compromisso com a realidade infantil precisa existir. Essa cumplicidade só é possível quando o autor coloca-se ao lado do leitor e vê o mundo com seus olhos, ampliando-lhes as direções.

Assim sendo, concluo que dificilmente poderemos tirar o máximo proveito de um trabalho, se escolhemos o livro com o olhar e pensamento de adulto e educador. O ideal então é levar a criança, dentro das possibilidades do ambiente, escolher a leitura que deseja, pois assim, partirá dela o estímulo, facilitando e permitindo um maior fluxo de percepção e muito mais motivação por parte do pequeno leitor.

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