Qual o significado? O que é certo? O que é errado?

Ainda comemorando os Meus Tomates, fiquei sabendo através de colegas blogueiras de Portugal, que o prêmio “Blog com Tomates” recebeu este nome porque a expressão “com tomates” lá nas terras lusitanas significa “com coragem”.
Curiosamente, aqui no Brasil costuma-se jogar ovos ou tomates quando alguém se apresenta e não agrada o público… apesar que em 44 anos de vida, nunca presenciei isso, no máximo, umas vaias, talvez pelo custo de uma dúzia de ovos e do quilo do tomate…não vale á pena, não é mesmo?
Diante desta nova informação, comecei a indagar-me sobre as questões do que é certo ou errado…
Até mesmo sobre a questão agora tão debatida das liberdades individuais e do uso das tecnologias e da internet para expor opiniões.
Me pergunto principalmente: De quê as pessoas têm tanto medo?
Por que é tão prejudicial expor opiniões sobre qualquer assunto?
Por quê o medo do debate?
Acredito que seja o medo da tal da responsabilidade…
Confesso que quando adolescente, nas aulas (raras) em que um professor solicitava que escrevêssemos opiniões sobre algo, algumas vezes senti um certo receio…”e se eu escrever bobagem?” “E se ele não gostar da minha opinião?”
Com o tempo, graças á Deus, percebi que opiniões são como espinhas de adolescentes, podemos detestá-las mas fazem parte de nosso desenvolvimento!

E em tempos de Web 2.0, de Informática Educativa, de OLPC, em tempos em que a comunidade indígena utiliza a internet de maneira muito mais produtiva, democrática e informal que a comunidade “urbana”, ainda escutamos observações como “controle de conteúdo por parte dos professores” e “treinar professores no uso do computador”…
Sugiro a leitura de alguns artigos para quem ainda tenha dúvidas de que certo e errado não se aprende sem informação:
http://www.dicas-l.com.br/conhecimento_em_rede/conhecimento_em_rede_20070730.php

  1. “Por mais que eu tenha dados, eles sempre estão incompletos e serão atualizados ao longo da conversa — ninguém sabe tudo e nem viu tudo;
  2. Por mais que eu ache que a minha opinião é a melhor do mundo, sempre terá alguém que vai pensar de forma diferente e isso enriquecerá de alguma forma meus argumentos, mesmo que seja para concordar ou rebatê-lo.

Para nos prepararmos, de fato, e não no discurso para esse nosso ambiente, precisamos passar a praticar algo que hoje não é valorizado no mundo atual, a tolerância.

E tolerância passa principalmente por tentar entender o ponto de vista do outro — pelo outro — e não sob o nosso ângulo. Se não for assim, estaremos na verdade, monologando, ou querendo apenas eco para nossas idéias. E isso não é interação, mas pregação de surdos (não me coloco fora desse balaio, diga-se de passagem).”

Trecho transcrito na íntegra do excelente artigo de Carlos Nepomuceno

Para finalizar a questão, é preciso que todos passem a perceber os novos papéis dos protagonistas nos palcos das tecnologias: o laptop, a web, o livro, a revista, o filme – são fontes de INFORMAÇÃO – ao PROFESSOR cabe o papel da FORMAÇÃO – a ele cabe a função de estruturar o pensamento crítico de seu aluno, levando-o a avaliar que benefícios lhe trará determinado conteúdo, levando-o a estruturar hora e local para sua diversão e para seus trabalhos. Isso é educar. Os jovens sabem, como sabíamos no passado, que regras foram criadas para serem quebradas…

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